Objetivo e escopo da parceria
Todo o texto desta aba é editávelObjetivo
- Estruturar a joint venture de industrialização entre Maxfio e MRV, com regras claras de operação.
- Definir governança e responsabilidades de cada parte, evitando ambiguidades ao longo da execução.
- Formalizar um arranjo de fornecimento contínuo que sustente o crescimento das duas operações.
Escopo
- Produção de condutores elétricos conforme a demanda da contratante, em ritmo compatível com as obras da MRV.
- Fabricação sob a marca certificada Maxfio Condutores Elétricos, mantendo o padrão de qualidade já reconhecido no mercado.
- Verticalização do consumo diretamente nas obras, reduzindo intermediários.
Diretriz estratégica
- Análise fundamentada no histórico real de compras, não em projeção linear.
- Fluxo de caixa e passagem do tempo como variáveis centrais da análise.
- Capacidade produtiva dimensionada pela demanda real da MRV.
Demanda e mix de produtos
- Demanda média mensal e anual, base para o dimensionamento da capacidade produtiva.
- Relação de cidades e regiões atendidas, para planejar logística e prazos.
- Mix e média de bitolas mais consumidas, orientando o portfólio priorizado.
Cadastros e viabilidade tributária
- Dados cadastrais completos da MRV e dos CNPJs participantes do arranjo.
- Análise da viabilidade fiscal e tributária da industrialização, respeitando diretrizes de recebimento e restrições operacionais de ambas as partes.
Projeto piloto e modelo de negócio
- Demanda média e viabilidade de custos, incluindo valores de pesação e serviços associados.
- Parâmetros logísticos: armazenagem, seguro de matéria-prima, plano logístico, capacidade instalada e prazos.
- Estudo de viabilidade com simulação de três cenários distintos.
Como este estudo se diferencia
A conta apresentada aqui não é a margem da Maxfio: é a economia da MRV. Num cabo flexível, o cobre representa de 60% a 75% do custo. Ao comprar o cobre a preço de mercado — em vez de comprá-lo embutido no preço de um distribuidor, com a margem dele por cima — a MRV captura a maior parte dessa diferença. A Maxfio entra com a prestação do serviço de industrialização, remunerada por quilo processado, e responde pela guarda segurada da matéria-prima de terceiros enquanto ela estiver em seu poder.
Cronograma do projeto — ago/set 2026
Situação e observações editáveis por etapa| Data / prazo | Fase / etapa | Entregável principal | Situação | Observação / andamento |
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Pendências que travam o cronograma
- Preço atual de compra da MRV por produto — sem isso não existe base de comparação, só uma tabela de custos da Maxfio.
- Parecer fiscal sobre CFOP de industrialização por encomenda, incidência de ICMS sobre o valor agregado, suspensão de IPI e tratamento interestadual.
- Definição contratual do rendimento: quem absorve a perda de processo e qual o destino da sucata de cobre.
- Cotação da apólice de seguro para matéria-prima de terceiros em depósito, com a importância segurada dimensionada na aba 05.
- Regiões e destinos de entrega para fechar a modalidade de frete por produto.
Anexo 1 — como a operação funciona
Texto editávelO que muda em relação à compra tradicional
Compra do produto acabado
- A MRV paga um preço fechado por metro de cabo.
- Dentro desse preço está o cobre, os insumos, a industrialização, os impostos, o frete e a margem do fornecedor.
- Quando o cobre sobe, o repasse vem no preço — sem visibilidade sobre quanto é cobre e quanto é margem.
Verticalização com industrialização
- A MRV compra cobre e insumos a preço de mercado, com poder de compra próprio.
- A Maxfio cobra apenas o serviço, em R$ por quilo processado — valor fixo e previsível.
- A variação do cobre passa direto para a MRV, sem margem de intermediário sobre ela.
Quem emite cada nota
- MRV — NF de remessa para industrialização, que faz o insumo circular até a fábrica sob suspensão.
- Maxfio — NF de retorno da matéria-prima, devolvendo o bem de terceiro sem tributo.
- Maxfio — NF de serviço de industrialização, que é a única receita da operação e a única base tributável.
- MRV — NF de remessa de insumos para a obra, que faz o cabo acabado circular do estoque até o canteiro.
Responsabilidade e seguro
- Enquanto está em poder da Maxfio, o cobre continua sendo propriedade da MRV — entra como estoque de terceiros, em quantidade, não em valor.
- A Maxfio contrata apólice de bens de terceiros em depósito, com a MRV indicada como beneficiária.
- A importância segurada é dimensionada pelo pico de estoque em poder, não pela média.
- O custo da apólice é repassado no serviço ou cobrado à parte — parametrizável na aba 05.
Observações da operação
Espaço livre para detalhar a operação conforme o Anexo 1 — condições de recebimento, janelas de entrega, lotes mínimos, prazo de processamento por bitola, critérios de aceitação e ensaios, periodicidade da prestação de contas do estoque de terceiros.
Fichas técnicas — conferência da composição
Fonte: engenharia de custos MaxVendas, 17/08/2026| Produto | Código | Seçãomm² | Veias | Cobre declaradokg/km | Cobre teóricokg/km | Razão | Situação | Déficitkg/km | Déficit no pedidokg | Valor do déficitR$ |
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Cobre declarado por bitola
Barras: kg/km na ficha técnica. Linha pontilhada: razão sobre o cobre teórico da seção nominal.
Composição declarada por produto
| Produto | Cobrekg/km | PVC marfimkg/km | HEPR/XLPEkg/km | Capa PPkg/km | Embalagemkg/km | Peso do cabokg/km | Processadokg/km | Cobre no peso% |
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O que a conferência mostra
- Os seis produtos da MRV declaram menos cobre do que a geometria da seção nominal exige. As razões ficam entre 0,83 e 0,91.
- Em cabo flexível encordoado o esperado é o contrário: a razão deveria ficar ligeiramente acima de 1,00, porque o passo de encordoamento acrescenta de 2% a 5% de massa sobre o comprimento nominal.
- Duas explicações possíveis, e só uma delas é problema de cadastro: ou a ficha está subdeclarada, ou a seção real do condutor está abaixo da nominal. A distinção só se resolve pesando 100 m de amostra em laboratório.
- Por que isso é crítico neste contrato: a MRV vai comprar cobre pela quantidade que a ficha indicar. Se a ficha está curta, ela compra menos do que a produção consome — e a falta aparece no meio do pedido, com a obra parada esperando cabo.
- Por que também é crítico para a Maxfio: o serviço é faturado por quilo processado. Faturar pela ficha em vez do peso real entrega processamento sem cobrar por ele.
- Recomendação: pesar amostra dos três produtos de maior volume antes de assinar, e fixar em contrato que o faturamento do serviço é pelo peso apurado na pesação de saída, não pela ficha.
Rastreabilidade
Composição por quilômetro obtida da aba Integração da engenharia de custos: quantidade da ficha ÷ comprimento da ficha × 1.000. A ficha é sempre por comprimento base, não por rolo vendido. Os códigos listados são a referência de cor — os demais códigos da mesma bitola compartilham a mesma composição. Cobre teórico = seção × veias × densidade, com o acréscimo de encordoamento configurado acima.
Formação de custos — parâmetros
Base de cálculo de todas as demais abasMatérias-primas — preços do MaxVendas em 17/08/2026
Conferência do preço do cobre
Serviço de industrialização — receita da Maxfio
O frete de saída cobre o trecho fábrica → MRV. O transporte da MRV até o canteiro corre por conta dela, acobertado pela nota de remessa para a obra, e não está neste modelo.
Seguro da matéria-prima de terceiros em depósito
Tributação da operação
Capital de giro da MRV
Custo unitário efetivo dos insumos
| Insumo | PreçoR$/kg | Perda aplicada | Crédito / sucataR$/kg | Custo efetivoR$/kg |
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Parâmetros a validar antes de apresentar ao cliente
- Enquadramento do serviço — ICMS sobre o valor agregado ou ISS item 14.05. Como a MRV é construtora e consumidora final, o enquadramento é matéria controvertida e muda o resultado das duas partes. Decisão da contabilidade, não do modelo.
- Alíquota efetiva de ICMS — depende do estado de destino, do enquadramento da MRV como contribuinte ou não e da eventual partilha de DIFAL.
- IPI — verificar a TIPI para o NCM dos cabos e se cabe suspensão na industrialização por encomenda.
- Taxa da apólice — o percentual lançado é referência. Cotar com a corretora usando a importância segurada calculada acima.
- Perda de processo — precisa vir do histórico real de trefilação e extrusão.
Projeção MRV — demanda e consumo de matéria-prima
Base: prévia de pedidos, total 3 mesesConsumo por produto
| Descrição | Metrosperíodo | Cobrekg/km | PVCkg/km | HEPRkg/km | Capa PPkg/km | Cobrekg a comprar | PVCkg | HEPRkg | Capa PPkg | Embal.kg | Cabokg acabado | Processadokg |
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A coluna “cobre a comprar” já inclui a perda de processo definida na aba 04 — é o volume que a MRV precisa adquirir, não o que fica no cabo. Os valores de kg/km são estimativas de engenharia: substituir pelos dados das fichas técnicas antes da apresentação.
Viabilidade para a MRV — comprar pronto × verticalizar
Preço atual editável por produtoOs preços da coluna “preço hoje” são estimativa até a MRV informar os valores reais de compra. O botão recalcula todos a partir do custo verticalizado.
| Descrição | Metrosperíodo | Custo cobreR$ | Custo PVC/HEPRR$ | IndustrializaçãoR$ líquido | ImpostosR$ | SeguroR$ | FreteR$ | TotalR$ | VerticalizadoR$/m | Preço hojeR$/m | EconomiaR$ | Economia% | Situação | Frete |
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Economia por produto
Redução sobre o preço de compra atual. Marcador laranja: média ponderada da carteira.
Composição do custo
Para onde vai cada real do modelo verticalizado
Custo de capital de giro assumido pela MRV
A MRV passa a financiar o estoque de cobre que hoje é do fornecedor. A economia líquida já desconta esse custo — um estudo que ignora isso perde credibilidade quando o cliente refaz a conta.
Leitura do resultado
- A economia vem quase inteiramente do cobre: a MRV deixa de pagar margem de intermediário sobre a parcela mais pesada do custo.
- O ganho é sensível ao preço atual de compra informado. Enquanto esse número não vier da MRV, o resultado é ilustrativo.
- Ao verticalizar, a MRV assume exposição direta ao LME e ao câmbio — ganho maior, risco maior.
Apuração fiscal — notas fiscais e ICMS
Documentos fiscais do ciclo
| Documento | Emitente | CFOP | Base de cálculoR$ | ICMSR$ | IPIR$ | PIS/COFINSR$ | Valor do documentoR$ |
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Apuração do ICMS do período
| Conta | BaseR$ | Alíquota | ValorR$ |
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Carga tributária sobre o serviço
Notas sobre o tratamento fiscal
- Remessa e retorno da matéria-prima circulam com suspensão do ICMS e do IPI: não são receita da Maxfio nem custo adicional da MRV, apenas movimentação de bem de terceiro.
- O valor agregado — mão de obra e serviço de industrialização — é a base tributável. É sobre ele que incidem ICMS (ou ISS), IPI e PIS/COFINS.
- Créditos da Maxfio: energia elétrica consumida no processo produtivo e insumos próprios aplicados geram crédito de ICMS, abatido na apuração.
- MRV como não contribuinte de ICMS: não aproveita crédito, logo o imposto destacado é custo efetivo dela — está somado na coluna “Impostos” da aba 07.
- Prazo de retorno: a suspensão exige retorno dentro do prazo previsto na legislação estadual, prorrogável mediante pedido. Controlar o saldo de terceiros por remessa.
- Remessa para a obra: o cabo acabado é material próprio da MRV indo para obra própria, o que não configura circulação de mercadoria para fins de ICMS. A nota serve para acobertar o transporte e dar baixa no estoque. Exige que a MRV tenha inscrição estadual e que a obra esteja cadastrada — se o canteiro for em outro estado, confirmar o CFOP 6949 e eventual necessidade de inscrição no destino.
- Encadeamento de prazos: a nota de remessa para a obra só pode ser emitida depois do retorno regular da industrialização. Se a suspensão vencer antes, a MRV fica com material sem cobertura documental no canteiro.
- Maxfio no lucro real: PIS/COFINS entram no regime não cumulativo, então os créditos sobre insumos da conversão são aproveitáveis e já estão abatidos na apuração acima. IRPJ e CSLL incidem sobre o resultado efetivo do contrato, não sobre presunção de receita — o que significa que uma queda na taxa de industrialização reduz o imposto na mesma proporção em que reduz a margem.
Apuração de resultado da Maxfio
Da receita bruta ao resultado líquido do contratoDemonstração de resultado do contrato
| Linha | Período (R$) | Mensal (R$) | R$/kg processado | % receita bruta |
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Margem por produto
| Descrição | Processadokg | Receita brutaR$ | ImpostosR$ | Receita líquidaR$ | Custo conversãoR$ | Margem contrib.R$ | MC% | MargemR$/t |
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No lucro real, IRPJ e CSLL incidem sobre o resultado operacional apurado acima. A base considera apenas as receitas e custos alocados a este contrato — não há depreciação nem resultado financeiro rateados, e a compensação com prejuízo fiscal acumulado da empresa, se houver, não está refletida. O adicional de IRPJ de 10% incide sobre a parcela da base que excede R$ 20.000 por mês.
Controle da industrialização — sem custo de matéria-prima
Estes indicadores alimentam o módulo de controle da industrialização: saldo de matéria-prima em poder de terceiros, consumo por ficha técnica, quilos processados e perdas apuradas. A matéria-prima não entra no custo da Maxfio — entra como saldo de terceiros a prestar contas, com cobertura de seguro dimensionada na aba 05.
Notas do controle interno
- O estoque de cobre e insumos da MRV é controlado em quantidade, não em valor: é propriedade de terceiro.
- Cada OP deve baixar a matéria-prima pela ficha técnica e registrar a perda real, para a prestação de contas periódica.
- O controle precisa amarrar cada NF de retorno à NF de remessa que a originou, para não perder o prazo da suspensão e para fechar o saldo de terceiros por lote.
- A capacidade comprometida com o contrato precisa ser reservada no PCP para não conflitar com a carteira própria.
- A importância segurada deve ser revisada sempre que o pico de estoque em poder ultrapassar o valor contratado na apólice.
Negociação da taxa e cenários 1 · 2 · 3
Etapa 3 do cronograma — 26/08Cenários de taxa
| Indicador | Cenário 1abertura | Cenário 2provável | Cenário 3piso |
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Sensibilidade ao cobre — economia da MRV
Roteiro de negociação
- Abrir em R$ 6,90/kg — taxa de tabela, com pesação, movimentação e guarda segurada inclusos no serviço.
- Concessões antes do preço: prazo de pagamento, lote mínimo, janela de entrega e periodicidade da prestação de contas custam menos que centavos por quilo.
- Piso de R$ 6,00/kg — abaixo disso a operação não remunera a capacidade comprometida. Se a MRV pressionar mais, a contrapartida é volume firme contratado, não desconto.
- Argumento central: mesmo no piso, a economia da MRV muda pouco — o que pesa no custo dela é o cobre, não a taxa. Vale mostrar a linha “economia da MRV” nos três cenários.